Publicado por: Bruno Massera | 04/06/2009

Onde investir R$ 100 mil?


“Com 100.000,00 Reais para investir diante do atual cenário econômico brasileiro, qual a melhor opção?”

Esta foi a pergunta de um leitor do blog. Primeiro gostaria de agradecer por acompanhar os artigos publicados e em segundo pela oportunidade de expor minha opinião.

Resposta à pergunta: DEPENDE. De que? Essencialmente de três coisas: objetivo, prazo e tolerância a risco. Poderíamos trabalhar com estas três variáveis centenas de opções de portfólio, mas vou tentar resumir em duas estratégias: uma mais arriscada e outra mais conservadora. Se o leitor ou alguém quiser algo mais especifico, basta me procurar à exemplo de outros que me procuram agtravés do email (bruno.massera@gmail.com).

Os juros brasileiros estão caindo (hoje em 10,25 com expectativa de cortes já a partir da próxima reunião do COPOM na semana que vem). Como não sabemos até onde vão estes cortes, qual é o novo patamar dos juros, etc, é razoável mantermos ainda posição pós-fixada (atrelada ao CDI). Por questões de liquidez, sugiro 15% em CDBs pós-fixados de bancos de primeira linha. Outros 15% em algum fundo de investimento com uma carteira exposta a títulos de divida privada (debêntures, nossas promissórias, etc) que conseguem pagar acima de 100% do CDI.

Com um pensamento um pouco mais de longo prazo, separaria 15% da carteira para títulos públicos atrelados à inflação. As chamadas NTN-B(Notas do Tesouro Nacional série B) que pagam um cupom (por exemplo 6%) mais toda a inflação medida pelo IPCA. Assim você garante uma rentabilidade real de 6% ao ano. Apenas para esclarecer, se a poupança rende 6% mas a inflação é de 4%, seu rendimento real é 2% (6% – 4%). Com este titulo você garante todo o valor do Cupom.

Para completar a parte mais conservadora, investiria outros 15% em títulos ou fundos de renda fixa com taxas pré-fixadas. Assim se os juros cairem muito e se mantiverem baixos, os rendimentos serão maiores. Lembrando que com R$ 15 mil você não deve aceitar pagar mais que 0,8% de taxa de administração nos fundos.

Por fim, investiria 10% em algum fundo multimercado não alavancado e os outros 30% em ações. Ou de forma direta ou através de fundos de ações sempre buscando as de grandes empresas (Perdigão, Itau, Vale, etc)

Para os menos conservadores, investiria 40% em renda fixa, distribuídos entre títulos pós-fixados e pré-fixados. Os outros 60% alocaria em fundos mais agressivos ou ações. Por exemplo, poderia colocar uns 20 mil em fundos como o Sparta (http://www.sparta.com.br/). Os outros 40 mil sugiro dividir entre ações de blue chips (grandes), small caps(pequenas com grande potencial) e fundos que acompanhem o Ibovespa ou o IBrX-50.

A diversificação é uma boa estratégia para assegurar uma rentabilidade continua com baixo risco. Dificilmente alguém fica rico rapidamente diversificando. Entretanto, também não há o risco de perder tudo.

Boa sorte em seus investimentos e me dê retorno da estratégia adotada.

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