Publicado por: Flávio Samara | 07/05/2009

A economia de Brasília


As eleições no país da jabuticaba ainda estão distantes. Pouco mais de um ano. Porém, nunca é cedo para divulgar a conscientização civil. Ou criticar os políticos.

Tantas são as notícias de abusos e privilégios de nossos “queridos” parlamentares, que não sei direito por onde começar. Festival de passagens aéreas, utilização da segurança do Senado para fins pessoais, planos de saúde vitalícios, castelos e por aí vai. É uma farra com dinheiro. Dinheiro público.

Onde entra a economia nisso? Ora, dinheiro público, por mais abstrato que possa parecer, é o nosso dinheiro. Aproximadamente 40% do produzido por cada cidadão de bem. Por cidadão de bem, entende-se aquele que trabalha.

Imagine, caso o leitor seja esse cidadão ao qual me refiro, seu dia-a-dia. Trabalhar no mínimo 5 dias por semana é o normal. Salvos abençoados feriados. Trabalhar no mínimo 8h por dia é o normal. 40 horas por semana para ganhar seu sustento. O salário que pagará contas, compras e lazer. Pois bem, saiba que 16 horas foram todas utilizadas por você para pagar seus impostos. Isso que significa, ao pé da letra, os tais 40% do PIB em impostos.

É uma das maiores cargas tributárias do mundo. O Brasil não é apenas campeão no futebol, como se pode ver. Compara-se somente a países como a Suécia. O leitor se sente vivendo na Suécia (por favor, desconsiderar diferenças climáticas)?

Todo dinheiro público desviado, mal gasto ou desperdiçado, é o seu trabalho sendo jogado fora. Tamanho esforço, que deveria garantir segurança, educação, saúde e investimentos, são utilizados para luxos ou engordar a conta bancária daqueles que nos representam, ou deveriam representar.

Acabar com o legislativo? De forma alguma. A democracia é herança da antiga Grécia e sobreviveu centenas de anos. É a melhor forma de governo disponível, porém o brasileiro não sabe utilizar a mesma. Os governantes devem trabalhar para o povo. Eles são funcionários do povo. Eles devem temer o povo. Nunca o contrário.

Que utilizem o voto para demitir aqueles funcionários que não merecem o cargo. Que utilizem a mídia, formas de comunicação, para cobrar seus funcionários. O Estado deve ser gerido de maneira profissional, por decisões voltadas para a maioria. O Estado não deve ser encarado como a fanfarrice que se apresenta no Brasil.


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