Publicado por: Bruno Massera | 17/10/2009

Santander: aposta e decepção


No dia 07 de outubro as units do banco Santander (SANB11) começaram a ser negociadas na Bovespa. A expectativa era grande para o maior IPO do ano no mundo. As ações foram precificadas a R$ 23,50 dentro do intervalo inicial. Uma ala do mercado, na qual me incluo, estava bastante otimista com a oferta publica ainda que a precificação gerasse multiplos superiores aos principais bancos nacionais (Bradesco e Itau Unibanco). A outra ala considerava o Santander caro demais.

Os que acreditaram numa rápida e forte apreciação motivada pelo potencial do banco e o bom humor internacional se decepcionaram. Os céticos, ou os que achavam que estava caro, regozijaram-se ao ver as ações despencando logo no primeiro dia e comentaram: “Eu já sabia”, “Te avisei que estavam caras”. Falar do passado é sempre fácil.

Para o investidor dententor das ações a unica boa noticia era que o rateio para o varejo foi alto e apenas 8,16% da reserva foi atendida mais R$ 3.000. Foram poucas ações.

O mercado abriu próximo das 10:30. O papel começou caindo, deu um repique até os R$ 23,60 e reverteu indo ladeira abaixo. Quase na mínima do dia compramos um pouco mais aguardando um repique no dia seguinte.

Aqueles que reservaram para vender no primeiro dia assumiram prejuizos. Não era o nosso caso. Queriamos manter o papel por um tempo em carteira mas diante do pessimo início decidimos aguardar alguns dias para ver como o mercado reagiria.

Para nossa surpresa, enquanto o indice subia forte, a ação despencava. No pior momento bateu nos R$ 22 (pobre dos que venderam). Nos dias seguintes a ação se recuperou um pouco oscilando entre os R$ 22,5 e os R$ 23. Durante 3 dias o papel bateu nos R$ 22,99 e voltou. O mercado continuava subindo.

O desejo de se desfazer do papel crescia. Nossa carteira estava concentrada em Santander e estavamos vendo o mercado subir e nossa ação cair. Diante da dificuldade em acompanhar uma ação sem historico, apresentando quedas enquanto o mercado subia (imagina se houvesse uma realização geral) e uma aparente sobrecompra do índice, decidimos vender os papéis para realocarmos a carteira.

A ordem de venda foi dada na quarta (14/10) com validade até sexta (16/10) ao preço máximo atingido na semana de R$ 22,99 que aparentava ser uma forte resistência.

O que aconteceu no dia seguinte? A ação se valorizou fortemente deixando a resistência para trás e fechando próximo aos R$ 23,40, acima do nosso break even de R$ 23,17. Já era tarde. A ordem tinha sido executada a R$ 22,99.

Na sexta a ação bateu nos R$ 23,70 e voltou para fechar a semana a R$ 23,40. O resultado da operação ficou em 1%, não sendo de todo ruim, mas a rápida resposta do mercado 1 dia após a ordem de venda foi como um tapa na cara. Olhando depois do termino da semana seria fácil dizer para ter esperado até sexta e vendido. Mas e se a bolsa tivesse realizado forte e a ação despencado? O prejuízo seria muito maior.

Abaixo segue o gráfico (bloomberg) da SANB11 até as 14h de sexta (16/10). Façam suas análises e tirem suas conclusões.

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