Publicado por: Guilherme Byrro Lopes | 29/10/2009

Educação e diferenciais de salário


Acredito não ser nenhuma novidade a essa altura que, quanto mais tempo de estudo, maior a chance de ter um salário mais elevado, na média. Prefiro não entrar no mérito das profissões dos jogadores de futebol, artistas de novela e músicos e cantores, pois esses têm sua parcela de talento e dedicação e esforço pessoal. Também vou ignorar na análise os ganhadores da mega sena, pois esses, contam apenas com a sorte e a insistência em acreditar num acaso que pode muito bem não acontecer (afinal de contas, ainda não ganhei). Por fim, excluo, da visão as ser exposta abaixo, os políticos e traficantes de drogas, pois sendo prestadores de serviço à sociedade, sabidamente trabalham em causa própria uma vez que  os seus  “mandados” são curtos e dependem amplamente da aprovação popular (cada um escolhendo diferentes maneiras de ganhar dinheiro, legal ou ilegalmente).

Anos de estudo - Brasil

Anos de estudo

De acordo com os dados da última PNAD, com dados de 2007 e 2008, quanto mais tempo de estudo, maior o retorno salarial. Na tabela ao lado aparece a estrutura de ensino no país, com os equivalentes de anos de estudo para cada nível de ensino. Ao terminar o Ensino Básico, que compreende os ensinos fundamental e médio, espera-se que o aluno tenha concluído 12 anos de estudo. Quase qualquer curso de nível superior seria suficiente para elevar o nível médio de educação acima do patamar de 15 anos de estudo. Por que isso é importante? Na apresentação que está em disponível nesse post, a última faixa de classificação de anos de estudo é “15 anos ou mais“, enquanto na outra ponta encontramos “sem instrução e menos de 1 ano” e outras 4 faixas intermediárias também.

Nos 2 gráficos que seguem abaixo (e que também podem ser vistos na apresentação disponível no post), existe a comparação entre esses 2 extremos de classificação de anos de estudo, citados acima. A comparação que pode ser feita entre homens e mulheres, no gráfico à esquerda é, mais de 40% das mulheres “sem instrução e menos  menos de 1 ano de estudo” não tem nenhum rendimento, enquanto que para os homens, a grande maioria (pouco mais de 30%) se concentra entre rendimentos de 1/2 a 1 salário mínimo. Uma análise igual pode ser feita no gráfico à direita, onde a faixa que mais se destaca para as mulheres é a de 3 a 5 salários mínimos (chance de aproximadamente 25% de estar nessa faixa), enquanto que, para os mesmos anos de estudo, os homens tem chance de pouco mais de 26% de ganhar entre 5 e 10 salários mínimos.

salario e anos de estudo

Faixas de Salário e Anos de Estudo

De acordo com os dados da PNAD 2008, as diferenças das curvas de rendimento entre homens e mulheres existem em todas as faixas de estudo. Reparem que a curva de rendimentos masculina está sempre mais para direita, o que significa que, para mesmo nível de educação, os homens têm maiores chances de ganhar mais do que as mulheres.

Esse é apenas um retrato da sociedade brasileira que, apesar das desigualdades de gênero, confirmam a hipótese de que quanto maior o nível de educação formal, maiores as chances de rendimentos!


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