Publicado por: Guilherme Byrro Lopes | 04/02/2010

Agentes (ir)Racionais (V)


Terminando a saga, que nada tem a ver com o propósito do blog, mas é divertido escrever assim mesmo! Mantendo os diálogos, Huguinho, Zezinho, Luisinho e participação especial dos Enfermeiros da balada…

(Capítulo anterior)

Isso tudo ainda não tinha ido metade da balada. Huguinho parou de passar mal e parecia (erroneamente) que iria melhorar. Ele tentou se levantar e os outros 2 escudeiros estavam mais concentrados olhando mais garotas para convidar  para o camarote, dar bebida e tentar o “approach”.

Nisso, mais rápido do que uma bala, ficou de pé Huguinho e foi tentar sair do camarote. (pausa, visão 360° na cena) HAVIA UMA ESCADA PARA DESCER AO NÍVEL DA BALADA, que foi totalmente ignorada por nosso amigo, resultando num passo longo e desequilibrado, para frente e sem freios de Huguinho. Para me divertir, recriei o cenário ao lado. Nosso amigo iria de fuça na parede, não fosse uma boa alma desapercebida que estava passando no local. Huguinho foi então de fuça no peito de um cara que estava de passagem, impedindo assim que seu nariz fosse de encontro à parede, a uns 20km/h, no que resultaria em várias operações pra corrigir o nariz, os dentes, plásticas e perderia toda a viagem.

Nesse momento, Luisinho e Zezinho foram atrás do velocista Huguinho e decidiram levá-lo à enfermaria, como já tinha sugerido o segurança. O CAMAROTE FICOU VAZIO! Um desperdício!!! Pra carregar o Hugiunho foi divertido, arrastando as pernas no chão, Zezinho de um lado e Luisinho do outro, pela balada afora. Chegando na enfermaria “Dá glicose pra ele?Ah, não posso!Por que não, ele está bem malPorque não possoPô, o que a gente faz então?Dá agua pra ele” (Pô, não precisávamos de um enfermeiro pra isso né) “A gente já deu, mas o Huguinho tá vomitandoAh, então deixa ele ali no banco” Disse o enfermeiro, sentado, sem se mover do lugar, com mais 2 enfermeiras olhando e uma menina bonitinha de pé. Levamos Huguinho pro banco lá, ao lado de uma menina, a Huguinha, pois também estava passando mal. “Alguém tem que ficar aqui com eleMas ele nem tá vivoMas tem que ficar alguém” Pra que?” Porque alguém tem que tomar contaBrow, eu não vou perder a minha baladaPutz…Velhinho, fui…Eu fico aqui então, mas f…” E ficou Luisinho conversando na roda dos enfermeiros da balada que não faziam nada.

Resumindo a parte que eu já não lembro muito bem, Luisinho pegou a amiga da Huguinha, que também tinha que ficar lá cuidando dela. Todavia, depois de um tempo falou para o enfermeiro que ia comprar uma água para Huguinho e abandonou seu amigo lá. Regressou ao camarote onde Zezinho dava seus pegas numa menina. Depois a menina foi embora e pegou outro cara e Zezinho ficou chateado e pegou outra mina na frente da primeira, com exceção que estava no camarote, muito mais legal.

Na hora de ir embora, Luisinho teve que resgatar seu amigo que passou umas 4 horas na enfermaria. “Olha, você abandonou seu amigo! (disse o enfermeiro que continuava sentado)” Não, eu?Sim, você deixou ele aqui!Não, eu fui só comprar uma águaSei… Cadê ele?Tá ali ainda” E Luisinho o encontrou na mesma posição que o havia deixado, sinal que não se moveu muito mais do lugar. Luisinho levou Huguinho de volta ao carro e esperou por Zezinho, que chegou não mais que 5 minutos depois. “Cara, você tá bem pra dirigir?Claro, Zo vem zimSério, se precisar eu dirijoEu to bem sim (disse melhorzinho, disfarçando a voz)” Então tá, o carro é seu…” E nisso, Zezinho foi beber água de uma dessas garrafinhas tipo squeeze, deixando mais água na sua camisa do que dentro da boca, babando. Huguinho mandou então Zezinho sair do banco de motorista, que não ofereceu nenhuma resistência.

Pra fechar com chave de ouro, chegaram ao Hotel por volta das 7.30am. Por incrível que pareça, Huguinho andava já, cambaleante, mas andava. Foram os 3 direto para o café da manhã. Tendo já demonstrado suas habilidades de corredor, Huguinho foi na frente, mais rápido que seus amigos e entrou no recinto. Huguinho pegou uma xícara, como fazia todos os dias de sua vida. Com a xícara na mão, colocou metade de um pão francês dentro da mesma e, após abrir a tampa do recipiente das salsichas, jogou salsichas e molho de tomate dentro da xícara (exemplo ao lado, editado com paintbrush). Nessa hora, já havia famílias com crianças e outros hóspedes do hotel, tomando seu tranquilo café da manhã, presenciando a ridícula cena.

No dia seguinte, Huguinho não se lembrava de nada, apenas de que tinha sido caro a balada mais cara da sua vida… um agente mais do que irracional…


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: