Publicado por: Guilherme Byrro Lopes | 12/02/2010

Habemus ‘ATM’us sapiens


Terminal de Auto Atendimento (Paris)

Em notícia veiculada no jornal “O Estado de S. Paulo” (11/02/10 – BB, Bradesco e Santander querem partilhar ATMs) fiquei feliz, mas também já era hora. Eu tive a oportunidade de viajar para fora e isso já é uma realidade a algum tempo. Não é de surpreender a iniciativa, pois não estão fazendo nada de novo, mas é bem vinda de toda forma. Me lembro de, nos primeiros dias em Paris, pensar em procurar apenas os caixas da Société Générale, até descobrir que poderia tirar dinheiro em qualquer ATM, como são conhecidos os terminais de autoatendimento. Como segue na foto acima, é perfeitamente possível, num país civilizado (como a maioria dos países europeus, na média) estar andando de bicicleta, parar, sacar dinheiro e continuar, em pouco menos de 1 minuto. Num país como o Brasil, seria muito difícil (não impossível) ter ATMs assim, principalmente pelo quesito segurança. Contudo, poder sacar dinheiro em qualquer lugar facilita muito para o usuário final e eleva a competição dos bancos para uma patamar muito mais para os diferenciais de serviço do que para presença física das agências.

A frase que resume o artigo citado acima, indo direto ao assunto no país,  é “Bancos anunciam hoje estudos para adotar tecnologia comum em caixas eletrônicos”. O Bradesco tem hoje mais de 37 mil terminais de autoatendimento (incluindo mais de 7 mil terminais 24h), o Santander/Real mais de 18 mil caixas e  o BB tem em torno de 40 mil terminais, segundo a Folha. Ao todo, essas instituições pretendem ter 11 mil ATMs externos compartilhados e criar uma marca identificando essa rede,  compartilhando os terminais já instalados em aeroportos, postos de combustíveis, supermercados, shoppings, farmácias e rodoviárias. Há enormes ganhos de escala nesse tipo de iniciativa e forte redução de custos de manutenção e sistemas (um sistema para 3 bancos é muito mais barato do que 3 sistemas independentes e igualmente complexos). O que tem sido veiculado é que, em entrevista, executivos dos três bancos (BB, Santander e Bradesco) afirmaram que é esperada redução de 20% nos gastos com os ATMs devido à parceria. Ainda é cedo para acreditar que os bancos estão lucrando menos no Brasil e por isso estão tentando melhorar eficiência através essas atividades, mas a mudança de pensamento para melhorar eficácia e produtividade (e não apenas ficar elevando tarifas de serviços) pode ser importante. Acredito que mais informações ainda devam ser veiculadas sobre o assunto, mas está aí uma iniciativa que estava demorando para acontecer no país!


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