Publicado por: Flávio Samara | 15/04/2010

Caged – Março/2010


Caros leitores, sabemos que o blog tem estado meio inativo ultimamente. Idéias não nos faltam, mas ainda não conseguimos manipular o tempo. Esperamos ter a fórmula para isto mais adiante. Abaixo, segue um comentário rápido sobre o Caged.

Caged significa Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. O resultado é o saldo entre novos empregados e desempregados, obtido através do controle da carteira de trabalho. Ou seja, sua abrangência geográfica é nacional, pega todos lugares do país. Porém só inclui o emprego formal e isto em um país como o Brasil, de grande mercado informal, deixa de fora uma parecela importante. É divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (não sei qual a diferença entre “trabalho” e “emprego”, mas enfim) e o referente ao mês de março deste ano foi conhecido hoje.

Em linhas gerais, o mercado de trabalho segue apresentando recuperação na criação de vagas. Como o gráfico abaixo demonstra muito bem. A tendência de alta é clara e se aproxima cada vez mais dos níveis pré-crise, quando teve uma forte queda iniciada em setembro/08. Esse valores corroboram com outra pesquisa do mercado de trabalho, efetuada pelo IBGE, de que o espaço para manobra está apertado. A Pesquisa Mensal do Emprego é de onde sai a taxa de desemprego do país. Abrange tanto mercado formal quanto informal, porém geograficamente está detida em algumas capitais somente.

Por um “espaço para manobra apertado”, entenda-se mão-de-obra cada vez mais escassa e uma demanda cada vez maior. “Mas isso não é bom? Todo mundo consegue emprego!”. Sim, para a atividade é ótimo. Porém, para inflação é péssimo pois o custo da mão-de-obra (salário) pode ser elevado acima da produtividade por uma demanda aquecida, aumentando os custos de empresas que por fim serão repassados para os preços de seus produtos. E terminando por atingir os preços para os consumidores. Ou seja, uma inflação estrutural.

A solução? No longo prazo, reformas estruturais para diminuir, por exemplo, os impostos incidentes na folha de pagamento e para permitir o aumento da base de mão-de-obra qualificada através de investimentos na educação. No curto prazo, não tem jeito, é aumentar os juros.

 


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