Publicado por: Guilherme Byrro Lopes | 08/07/2015

Quem mexeu no meu superávit primário? (5)


Quem mexeu no meu superávit primário?

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(continuação…)

 Joaquim percebeu que tinha aprendido algo útil em relação a seguir em frente com seus companheiros estrangeiros, Singa e Alê. Eles simplificavam a vida. Não analisavam ou complicavam demais as coisas. Quando a situação mudou e os Recursos foram tirados do lugar, eles mudaram e foram à sua procura. Joaquim não se esqueceria disso.

Então Joaquim usou seu cérebro maravilhoso para fazer o que os estrangeiros faziam melhor do que os nativos. Ele refletiu sobre os erros que cometera no passado e os usou para planejar seu futuro. Joaquim sabia que poderia aprender a lidar com a mudança:

Poderia ter mais consciência da necessidade de simplificar a vida, de ser flexível e de se mover mais rapidamente. Não precisava complicar demais as coisas ou se confundir com ideologias assustadoras.

Poderia notar quando as pequenas inflexões começam, para estar mais preparado para a grande mudança que pode ocorrer. Joaquim teve de admitir que o maior obstáculo à mudança estava dentro da forma de pensar dos nativos e que nada melhoraria até que ele mudasse.

Talvez mais importante do que tudo, ele percebeu que sempre há um Novo Recurso em algum lugar, mesmo que você não saiba disso na ocasião. E que esse recurso é sua recompensa quando você vence o seu medo e passa a gostar da seriedade e seguir em frente.

Ele sabia que um pouco de medo deve ser tomado em consideração, porque pode evitar que você corra um risco real. Mas percebeu que a maioria dos seus medos era irracional e o impedira de mudar quando a mudança se mostrava necessária.

Joaquim não gostou disso na época, mas sabia que a mudança se revelara um benefício disfarçado, porque o levara a gerenciar o Recurso melhor. Ele até mesmo encontrara uma parte melhor de si mesmo.

Enquanto Joaquim se lembrava do que havia aprendido, pensava em seu amigo Eujênio. Desejou saber se Eujênio havia lido alguma das frases que escrevera nas paredes no Ala Imposto e em todo o labirinto. Eujênio havia decidido se libertar e seguir em frente? Tinha entrado no labirinto e descoberto o que podia tornar a sua vida melhor?

Joaquim pensou em voltar ao Ala Imposto para ver se conseguia encontrar Eujênio – aceitando como hipótese que conseguiria encontrar o caminho de volta. Ele achou que se encontrasse Eujênio poderia lhe mostrar como sair da situação desagradável em que se encontrava. Mas Joaquim se deu conta de que já tentara fazer o amigo mudar.

Eujênio tinha de encontrar o seu próprio caminho, deixando para trás a sua comodidade e os seus medos (e os seus amigos). Ninguém podia fazer aquilo para ele, ou o convencer a fazê-lo. De algum modo, Eujênio tinha de ver a vantagem da mudança.

Joaquim sabia que deixara uma pista no labirinto, e que Eujênio poderia encontrar o seu próprio caminho, se apenas lesse Manuscrito Econômico de Gestão Financeira na Parede.

Ele escreveu um resumo do que havia aprendido na parede maior da Ala Investimento. Desenhou uma imagens de enormes somas de recursos ao redor de todos os insights que havia tido, e sorriu ao ver o que aprendera.

 

Manuscrito Econômico de Gestão Financeira na Parede A Mudança Ocorre Continuam a Mexer no Queijo

 Poupe o Recurso com frequência para ter algo quando a situação ficar difícil.

Monitore a Despesa, Cuide dos Recurso com Frequência para Saber Quando Está Ficando Escasso

Quando você planeja seus gastos e seus Recursos, sente-se livre.

Quanto mais rápido você corta seus gastos, mais rápido você encontra o superávit primário.

Velhas ideologias e falsos comunicados não o levam ao superávit primário.

Notar cedo os pequenos desequilíbrios ajuda-o a adaptar-se aos maiores que ocorrerão.

Antecipe a Crise e Prepare-se para o Caso dos Recursos Não Vierem como esperado

É mais seguro manter o superávit primário do que aumentar os gastos descontroladamente e ficar sem Recursos.

 

 Joaquim percebeu o quanto tinha ido longe desde que estivera com Eujênio no Ala Imposto, mas sabia que seria fácil para ele retroceder caso se sentisse confortável demais. Todos os dias inspecionava as Alas Investimento e Exportações para ver qual era a condição do seus Recursos. Faria todo o possível para evitar ser surpreendido por uma mudança inesperada.

Enquanto Joaquim ainda tinha um grande estoque de Recursos, frequentemente ia para o labirinto e explorava novas alas para estar ciente do que estava acontecendo ao seu redor. Ele sabia que era mais seguro ter consciência de suas verdadeiras escolhas do que se isolar em sua zona de conforto.

Joaquim ouviu o que achou que era o som de sinos de bicicleta no labirinto. Quando o som se tornou mais alto, percebeu que alguém estava chegando.

Poderia ser Eujênio? Ele estava prestes a dobrar a esquina? Joaquim fez uma pequena oração e esperou – como esperara muitas vezes antes – que talvez, finalmente, seu amigo tivesse sido capaz de …

Será?

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