Publicado por: Guilherme Byrro Lopes | 23/03/2016

Enquanto isso no mundo real…


… as pessoas não tem amigos tão bons para ficar cedendo cargos. Segundo o CAGED, o número de demissões em fevereiro desse ano foi de 104 mil trabalhadores em todos os setores. Nos últimos 12 meses, o país extinguiu 1,7 milhão de postos de trabalho.

A reversão na tendência de criação de empregos no país é gritante. Não, não é de hoje que os sinais de desaceleração na economia começaram. Quem olhar o gráfico abaixo já nota a clara tendencia de queda na criação de empregos e a posterior reversão, passando a destruir empregos. Desde 2011 nota-se que as políticas de estímulo econômico da nova matriz econômica criou a perda de dinamismo da economia. Desde 2015 estamos fechando empregos por todo país.

CAGED Total 201602.png

Nessa toada,  todos os setores perdem. Em especial, a Indústria e a Construção Civil estão sentindo os efeitos da crise de forma mais violenta que os demais setores. Recentemente, o segmento de Serviços também passou a demitir mais pessoas que contratar. A Indústria corresponde por 40% dos empregos perdidos (700 mil postos de trabalho). A Construção Civil e os Serviços tem quase 400 mil postos perdidos (23% do total, cada segmento). Há grande dificuldade de enxergar a estabilização dessa queda, o que implica em dizer que o desemprego e as demissões devem continuar.

CAGED Setores 201602

Regionalmente, o Sudeste é quem mais perde, 950 mil postos de trabalho sendo responsável por mais de 54%  das demissões. A região perde e o país perde. Sul e Nordeste também participam com 260 mil e 308 mil postos perdidos, respectivamente ( 15% e 18%).CAGED Regioes 201602.png

Nesse cenário, não é de se espantar que as pessoas estejam cobrando dos líderes do país a retomada da economia, com a esperança que voltem a trabalhar e ter renda. Na situação de desemprego e com inflação alta, as famílias perdem 2 vezes, pois além de tudo estar mais caro, não tem mais salário.

Cabe aos líderes do país dar a credibilidade que o país precisa para retomar e consolidar os ganhos do passado, senão estamos apenas dando um passo para trás (ou dois, três,…).

 

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